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Rede Jauru - Rádio São Roque - La Sorella FM - Jornal Cidades do Vale

Destaques da Semana


São João do Polêsine

O olhar de quem acompanhou cada passo da trajetória de Jaque Milanesi

O Jornal Cidades do Vale inicia, nesta edição, uma série denominada “As mães dos prefeitos”. A proposta é apresentar um lado pouco visto dos gestores municipais da região

Por trás de cada prefeito ou prefeita existe uma história que começou muito antes da política. Existe uma família, uma infância repleta de sonhos, desafios e aprendizados. E existe alguém que acompanhou tudo isso de perto: a mãe.

Na série especial “Mães de Prefeitos”, o Jornal Cidades do Vale apresenta um lado pouco visto dos gestores municipais da região. Através do olhar materno, a proposta é revelar como eles eram na infância, quais eram seus sonhos, como surgiu o interesse pela vida pública e as emoções vividas durante as campanhas e eleições.

Nesta primeira edição, a trajetória da prefeita de São João do Polêsine, Jaque Milanesi, é contada pelas lembranças da mãe, Dilesia Schmidt, 70 anos, moradora de Pinhalzinho (SC). A conversa aconteceu por chamada de vídeo. Jaque é mãe de três filhos: José, 20 anos, Maria Clara, 18, e João Arthur, 14.

 

Ela já nasceu com espírito de liderança

Ao lembrar da infância da filha, Dilesia se emociona e detalha como a personalidade de Jaque já se destacava desde cedo. “Ela era uma criança muito esperta, muito observadora. Não era daquelas que ficam só quietinhas no canto. Ela participava de tudo, queria entender tudo, queria organizar tudo. E desde pequena já tinha esse jeito de liderança”, relata.

Segundo ela, esse comportamento aparecia tanto na escola quanto nas brincadeiras. “Na escola, as professoras sempre diziam que ela era muito aplicada, muito dedicada. As notas eram sempre muito boas. Não tinha dificuldade, sabe? Era uma menina que aprendia com facilidade e tinha muita vontade de fazer as coisas direito.”

Dilesia lembra ainda que Jaque naturalmente assumia papéis de liderança entre os colegas. “Se tinha trabalho em grupo, ela já estava à frente. Se tinha alguma atividade na igreja, ela também se envolvia e acabava liderando. Ela não precisava que ninguém mandasse, ela já organizava as coisas.”

Entre risos, a mãe recorda uma das histórias mais marcantes da infância. “Teve uma festa junina na escola que ela simplesmente pegou o meu vestido de casamento e o terno do pai dela. Era nossa lembrança de casamento. Ela disse que precisava de figurino para a apresentação. E levou mesmo! Depois a gente descobriu que era ela que tinha organizado tudo lá. Ela sempre foi assim, de criar, de inventar, de liderar.”

 

A saída de casa e o coração de mãe

A mudança de Jaque para estudar fora foi um dos momentos mais difíceis para a família. “Ah, isso para mãe é muito forte. É como ver o passarinho saindo do ninho. Ela sempre foi muito presente aqui em casa, então a gente sentiu muito. Eu senti bastante mesmo”, conta Dilesia.

Mas, segundo ela, havia também o entendimento de que esse era o caminho da filha. “A gente sabe que filho tem que crescer, tem que ir atrás da vida. Então a gente sofre, mas deixa ir. Não tem outro jeito.”

A própria Jaque reconhece o papel decisivo da mãe naquele momento. “Eu saí de casa muito nova, com 16 anos, para estudar. E havia receio da família, principalmente do meu pai. Mas a minha mãe foi quem disse: ‘vai, confia nela, ela vai dar conta’. Isso me marcou muito, porque ela sempre acreditou em mim”, relata a prefeita.

 

A surpresa com a decisão política

Quando Jaque anunciou que seria candidata, Dilesia confessa que a notícia veio acompanhada de surpresa e preocupação. “Eu lembro que parei, sentei e pensei: ‘meu Deus, será mesmo?’. Eu perguntei para ela se tinha certeza, porque política não é fácil. A gente sabe que tem muita cobrança, muita crítica, e às vezes pouco reconhecimento do que é feito de bom.”

O receio, segundo ela, não era pela capacidade da filha, mas pela exposição. “Eu sabia que ela ia dar conta, porque ela é muito capaz. O meu medo era mais da forma como as pessoas lidam com a política. Às vezes fazem uma coisa muito boa, mas qualquer detalhe vira uma grande coisa. E o que é bom, muitas vezes, passa despercebido.”

Mesmo assim, o apoio veio rapidamente. “Depois eu disse para ela: se é isso que você quer, vai. Eu vou te apoiar. Porque eu sei quem você é, sei da tua capacidade e sei que tu vai fazer um bom trabalho.”

 

A vitória e a emoção à distância

O dia da eleição ficou marcado pela emoção, mesmo à distância. “Eu queria muito estar ai em Polêsine, abraçar ela naquele momento. Mas não deu. Então eu acompanhei tudo daqui de Pinhalzinho”, lembra Dilesia.

A notícia da vitória chegou por ligações e mensagens. “Ela nem conseguiu me ligar na hora. Foram outras pessoas que ligaram contando. E ali começou uma festa aqui também. Foi uma emoção muito grande. Eu chorei, chorei mesmo. De alegria, de orgulho, de tudo junto.”

 

Orgulho e defesa incondicional

Mesmo distante, Dilesia acompanha a rotina da filha e não esconde o orgulho. “Eu sempre defendo ela. Quando alguém fala alguma coisa, eu digo: vocês não conhecem o trabalho que ela está fazendo. Ela está se dedicando muito, está fazendo um trabalho sério, com responsabilidade.”

Para ela, a trajetória da filha é motivo de orgulho constante. “Ela sempre foi assim. Desde pequena. Muito dedicada, muito correta, muito firme no que faz.”

 

Jaqueline ou Jaque?

Questionada sobre a forma como a região passou a se referir à filha, dona Dilesia ressalta que prefere o nome completo. “Pois então, eu costumo chamar de Jaqueline, porque eu batizei ela como Jaqueline. Sempre digo que esse é o nome dela. Às vezes o pessoal chama de Jaque, para encurtar, mas para mim ela é Jaqueline”, explica a mãe.

Segundo ela, a escolha do nome teve influência de referências que surgiram na época. “O nome veio porque uma senhora nos apresentou esse nome em uma lista. Era um nome que eu achei bonito, de origem estrangeira, e que me chamou atenção. Diziam que era o nome de uma mulher importante lá fora. Então acabamos escolhendo Jaqueline”, relembra.

 

Distância, saudade e afeto

A distância de cerca de 430 quilômetros entre Pinhalzinho (SC) e São João do Polêsine (RS) é um dos maiores desafios da relação. “É longe, né? E a gente sente. Mãe sente. Às vezes passa muito tempo sem ver. Eu acompanho mais pelas redes sociais, pelas notícias. Mas o coração fica apertado.”

Ainda assim, os encontros são marcados por emoção. “Quando a gente consegue se ver, é sempre muito bom. Eu fui no aniversário dela recentemente, fiquei com ela. Mas não é como a gente gostaria, né? A vida vai separando um pouco”, destacou Jaque. 

 

Uma mensagem de mãe

Ao final da conversa, Dilesia deixa uma mensagem carregada de emoção para a filha:. “Filha, eu te desejo tudo de bom. Que tu continue sendo essa pessoa firme, dedicada, que pensa no bem das pessoas. Eu tenho muito orgulho de ti. Muito mesmo. E mesmo de longe, eu estou sempre contigo, torcendo, rezando e acompanhando tudo. “Que esse mandato seja de muito sucesso, de muito trabalho e de muita luz. A mãe sempre vai estar aqui, mesmo longe.”

Em resposta, Jaque fez questão de reconhecer a importância da mãe em sua trajetória. "Ninguém constrói a própria história sozinho. Minha mãe sempre esteve ao meu lado nas decisões mais importantes da minha vida. Quando precisei sair de casa para estudar, foi ela quem acreditou em mim e me incentivou a seguir em frente. Muito do que sou hoje devo aos ensinamentos que recebi dela."

 


Agudo

O poder das suculentas: de terapia pessoal a empreendimento familiar

Vandressa Brum de Pádua e o esposo, Márcio Arno Graebner, cultivam mais de 300 espécies de suculentas

A reportagem do Jornal Cidades do Vale esteve nesta semana no Recanto das Suculentas, propriedade de Vandressa Brum de Pádua e do esposo, Márcio Arno Graebner, localizada na comunidade de Canto Paraná, interior de Agudo. No espaço, o casal cultiva mais de 300 espécies de suculentas.

Vandressa conta que tudo começou em 2024, em um momento delicado de sua vida. “Eu passei por um período difícil, com crises de ansiedade e síndrome do pânico. Pesquisando na internet, vi relatos de pessoas que encontraram no cuidado com as suculentas uma forma de amenizar essas situações. Então comecei. Muitas eu ganhei e depois passei a comprar. Também buscava informações sobre cultivo e, aos poucos, tudo foi se desenvolvendo até chegarmos ao que temos hoje, esse espaço lindo que me faz tão bem”, relatou.

Com dedicação e carinho, Vandressa amplia constantemente o cultivo das plantas. “Eu gosto muito. Compramos as matrizes e depois faço a reprodução. A manutenção é diária. É preciso estar sempre atento, pois às vezes aparecem fungos, há folhas secas para retirar, sempre existe algo para fazer. Esse tempo que passo junto delas é especial para mim. As suculentas são muito importantes na minha vida”, destacou.

O que começou por uma necessidade relacionada à saúde transformou-se em hobby e, atualmente, também contribui para a renda da família. “O intuito no começo não era esse, mas fomos evoluindo e agora estamos comercializando. Tem dado muito certo. Como estamos próximos ao asfalto, as pessoas nos procuram com frequência. Recebemos visitantes de toda a região. Fico feliz porque são pessoas que também gostam de suculentas”, afirmou.

Entre os espaços do Recanto das Suculentas, um dos que mais chama a atenção é a área destinada às espécies de coleção. “Essas são especiais, assim como as outras, mas aqui as pessoas conseguem ver a diversidade de tamanhos e cores. Geralmente é o lugar que mais encanta os visitantes. Também temos as suculentas plantadas em pneus. Vi essa ideia na internet e resolvemos fazer aqui. Ficou muito bonito e muitas pessoas dizem nunca ter visto algo parecido na região”, comentou. Entre as espécies favoritas de Vandressa estão as gibifloras gigantes.

Ao final da reportagem, Vandressa fez questão de presentear o proprietário da Rede Jauru, Roberto Cervo, o Melão, com duas suculentas. “Ana Alice, leva essas duas para o Melão como forma de gratidão pelo espaço que está me dando. Sou muito grata. As suculentas mudaram a minha vida e ver as pessoas valorizando isso me deixa muito feliz”, disse.

Vandressa também destaca que o casal pretende ampliar o espaço nos próximos meses. “Vamos cultivando mais plantas e ajustando aos poucos o lugar para receber melhor as pessoas”, concluiu.

 

Sobre as suculentas

As suculentas formam um grupo de plantas adaptadas a ambientes com pouca disponibilidade de água. Sua principal característica é a capacidade de armazenar água em folhas, caules ou raízes, o que lhes confere resistência e facilita o cultivo. Encontradas em diferentes regiões do mundo, elas apresentam grande diversidade de espécies, com formatos, texturas e cores variadas. Além do valor ornamental, as suculentas conquistaram espaço entre colecionadores e amantes da jardinagem por exigirem poucos cuidados e se adaptarem facilmente a diferentes ambientes, desde jardins e canteiros até vasos utilizados na decoração de residências e empresas. Nos últimos anos, a procura por essas plantas cresceu significativamente, impulsionando a formação de coleções e pequenos empreendimentos voltados à sua produção e comercialização.

 

Faxinal Do Soturno

Gesto de honestidade resulta na devolução de dinheiro perdido

Uma atitude de honestidade registrada nesta semana resultou na devolução de R$ 602,00 encontrados em via pública em Faxinal do Soturno. O valor foi localizado pelo motorista da Secretaria Municipal de Saúde de Restinga Sêca, Everaldo de Castro, que decidiu buscar o proprietário e devolver a quantia.

Ao encontrar o dinheiro, Everaldo procurou a Rádio São Roque para divulgar o caso e ampliar as chances de localizar quem havia perdido o valor. A iniciativa teve resultado. Após a divulgação, o proprietário procurou a emissora, comprovou ser o dono da quantia e recebeu o dinheiro de volta. O homem é conhecido como ‘Loro’ é uma figura bastante conhecida no município. Em entrevista à reportagem, ele não escondeu a emoção ao relembrar o momento em que soube que o valor havia sido encontrado. “Fiquei muito feliz e surpreso quando soube que alguém havia encontrado o dinheiro e se preocupado em devolver. Quero agradecer de coração ao Everaldo pelo gesto de honestidade e pela preocupação em encontrar o dono. Atitudes assim renovam a nossa confiança nas pessoas”, afirmou.

Segundo ele, a quantia faria falta no orçamento. Parte do dinheiro seria utilizada para visitar uma filha que reside em São Gabriel, além de auxiliar em outras despesas.

O gerente da Rede Jauru, Zenóbio Osmari, que recebeu o dinheiro e intermediou a entrega ao proprietário, destacou a importância do gesto e relatou a emoção vivida no momento da devolução. “Recebemos o Everaldo na emissora com a preocupação genuína de encontrar o dono daquele dinheiro. Ele poderia simplesmente ter seguido seu caminho, mas fez questão de procurar a rádio para tentar devolver o valor. Isso demonstra caráter e honestidade”, ressaltou.

Zenóbio também contou que a entrega foi marcada pela emoção. “Quando o Loro recebeu o dinheiro de volta, ficou bastante emocionado. Ele chegou a derramar lágrimas e comentou que já não tinha mais esperança de recuperar aquele valor. Foi um momento que nos marcou e mostrou que atitudes simples ainda fazem a diferença”, relatou.

Para Zenóbio, o episódio serve como exemplo para toda a comunidade. “Não se trata apenas dos R$ 602,00. O que realmente chama a atenção é a atitude. Em um momento em que muitas pessoas reclamam da falta de honestidade, ver alguém preocupado em devolver um dinheiro encontrado na rua mostra que os bons valores continuam presentes na nossa sociedade”, destacou.

 


Faxinal Do Soturno

Sica e Miro: uma escolha para a vida toda 

Celebrar o amor em sua essência. Foi com esse propósito que o Jornal Cidades do Vale buscou uma história especial para marcar o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho. O casal Silésia, 83 anos e Valdomiro Vendruscolo, o Miro, 85 anos, representa tantas outras histórias construídas com afeto, companheirismo e respeito ao longo dos anos.

Para contar essa trajetória, é preciso voltar a 1967, quando Silésia e Valdomiro se conheceram no Colégio Dom Antônio Reis, em Faxinal do Soturno. Ela tinha 25 anos e atuava como professora. Ele, aos 28, era secretário da instituição e também professor

O romance não começou com amor à primeira vista. Na época, ambos mantinham outros relacionamentos. “Eu passei a conversar com ela, me aconselhava muito, e acho que isso foi despertando algum sentimento. Eu estava em um relacionamento que não ia muito bem, então uma coisa levou à outra. Mas isso aconteceu ao longo do tempo, não foi imediato”, recorda Miro.

Silésia, conhecida carinhosamente como Sica, morava em Santa Maria e costumava retornar para lá nos finais de semana. Com o passar do tempo, porém, as viagens foram se tornando menos frequentes. “Tínhamos um grupo muito bom de amigos. Íamos a bailes pela região, principalmente no interior. O Miro dirigia um jipe do diretor e nos levava. Chegávamos a ir 12 pessoas dentro dele. Em um desses momentos, uma colega me perguntou se eu já tinha percebido que o Miro dançava com todas, menos comigo. Aquilo me fez pensar que havia algo diferente acontecendo, e assim a nossa história foi se construindo”, relembra.

A convivência e a aproximação deram início ao namoro. Bem-humorados, os dois contam que o primeiro beijo aconteceu somente três meses depois do início do relacionamento. “Era tudo diferente naquele tempo. Levamos esse tempo para nos beijar. A gente se abraçava muito, porque o Miro sempre foi muito carinhoso, mas o beijo demorou. Acho até que perdemos tempo”, brinca Sica. “Mas depois recuperamos”, completa Miro, entre risos.

Foram nove meses de namoro e outros nove de noivado até o casamento. Miro lembra com carinho e um pouco de nervosismo da primeira visita aos futuros sogros, em Dom Pedrito. “Fomos de Fusca até lá. Eu estava apreensivo porque era a primeira vez que iria conhecê-los. A mãe da Sica não queria que ela viajasse sozinha comigo, então levamos uma amiga junto. Eu havia reservado hotel, mas, no fim, meu sogro nos convidou para ficar na casa deles. Só que em um quarto bem longe do dela”, conta, sorrindo.

O casamento foi celebrado em Dom Pedrito por cinco padres, todos de Faxinal do Soturno. “Foi um momento muito bonito. Estávamos muito felizes. Meu irmão nos presenteou com uma viagem para Montevidéu e Buenos Aires. Estávamos ansiosos pela lua de mel, afinal, seria a nossa primeira experiência viajando sozinhos”, lembra Sica.

Depois do casamento, o casal construiu sua história em Faxinal do Soturno. Da união nasceram três filhos: Giuliano Alecsandra e Flaviano. “Somos muito felizes. Sempre nos demos muito bem e nossos filhos são motivo de orgulho. Temos uma tradição que preservamos até hoje: aos domingos, todos se reúnem aqui em casa. Fazemos questão de manter esse momento de união. Passamos a semana esperando o domingo chegar”, afirma Miro.

Ao serem questionados sobre o segredo para manter um relacionamento duradouro, Miro é direto ao apontar dois pilares fundamentais. “É preciso respeitar e saber ouvir. Acho que essa é a base de qualquer relação. Nós fomos aprendendo isso ao longo do tempo. Sempre que posso, digo às pessoas que é dessa forma que dá certo.”

Já para Sica, envelhecer juntos é um aprendizado diário, marcado pela cumplicidade. “Enfrentamos nossas limitações com realismo. O tempo está passando, sim, mas precisamos aproveitar cada momento. Acredito que a boa escolha que fizemos no passado nos permite viver esta fase da vida da forma como vivemos hoje: dividindo dificuldades, compartilhando dores e também muitas alegrias.”

Ao final da conversa, Sica resume em poucas palavras o desejo que carrega no coração. 

“Eu peço que o tempo passe mais devagar, para que eu possa aproveitar ainda mais a companhia dele, dos meus filhos, para que possamos viver muitas coisas boas juntos.”

Além dos três filhos, Silésia e Valdomiro são avós de Lorenzo, Laura e Augusto, e bisavós da pequena Melissa. Uma família construída sobre os alicerces do amor, do respeito e da parceria, sentimentos que seguem fortalecidos após décadas de caminhada lado a lado.

 


Região

Vitória, Kelli e Márcia compartilham emoções vividas na Maratona de Porto Alegre

A 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre entrou para a história ao reunir cerca de 30 mil corredores e consolidar-se como a maratona mais rápida do Brasil, após a quebra de importantes recordes nas provas masculina e feminina dos 42,195 quilômetros. Entre os atletas que representaram a região da Quarta Colônia no evento, o Jornal Cidades do Vale destaca a participação de Vitória Rodrigues de Oliveira, 29 anos, e Márcia Soares, 34 anos, de Faxinal do Soturno, além da agudense Kelli Cristina Weise Cancian, 34 anos, moradora de Nova Palma.

As três corredoras representam o esforço e a dedicação dos diversos atletas da região que também participaram da competição, levando o nome de seus municípios a um dos principais eventos de corrida de rua do país. Em entrevistas concedidas ao Jornal Cidades do Vale, elas compartilharam suas experiências, desafios e emoções vividos durante a preparação e a participação na maratona. Confira os relatos de cada uma delas.

 

Vitória Rodrigues de Oliveira - Dois anos 

JCV - Como surgiu a corrida na sua vida? E o que motivou você a começar a correr?

Vitória - Sempre estive ativa, mas sentia que faltava algo onde eu pudesse me encontrar e me entregar! Comecei por saúde, e o que me motivou a continuar nisso foi ver meus amigos à minha volta começando também e, assim, criando uma rede de apoio, um grupo, uma família!

 

JCV - Quando começou, imaginava que um dia estaria participando de provas longas?

Vitória - Nunca imaginei que seria possível a realização desse desafio, mas, quando começamos a correr, sentimos que podemos ir muito mais longe do que imaginamos, e assim você acaba se encontrando e querendo mais e mais!

 

JCV - Em algum momento você pensou em desistir?

Vitória - Nunca. Tem, sim, os dias desafiadores, aqueles em que não sentimos vontade, aqueles em que não conseguimos encaixar na rotina, os dias cansativos! Mas, se tu quiser atingir um objetivo de vida, uma meta, enfim, é só tu que pode fazer por você mesma! Então eu ia lá e fazia, e, no final de cada treino, seja ele cansativo ou não, eu dava graças a Deus que fui! E assim continuamos.

 

JCV - O que mudou na sua vida desde que começou a correr?

Vitória - Aprendi a ser mais paciente, respeitar meu corpo, ter uma rotina, uma vida saudável e, sim, a corrida faz tu enxergar a vida com outros olhos. Você acaba exercitando a gentileza com o outro e, principalmente, a conexão com a fé!

 

JCV - Qual conselho daria para quem tem vontade de começar a correr, mas ainda não teve coragem de dar o primeiro passo?

Vitória - Apenas comece, esse é o passo mais importante e desafiador! Não se compare, calce teus tênis e vai! Se não fizer por ti, ninguém vai fazer!

 

JCV - Como foi participar da 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre?

Vitória - Esta é a segunda vez que participamos. Ano passado fizemos 21 km e, este ano, os tão sonhados 42,195 km! Uma vivência surreal, uma energia contagiante. Onde todos, na mesma pista, são corredores por igual, uma verdadeira escola!

 

JCV - Como foi a rotina de treinos para chegar preparada a uma competição desse porte?

Vitória - Foram nove meses de preparação, três dias por semana com planilhas e três dias da semana com manutenção. Por muitas vezes, treinos longos, cansativos, abrimos mão de muitas coisas em nossa rotina! Tarefa difícil essa de conciliar um ciclo de maratona com nossa vida social, trabalho e casa! Mas nada impossível. Sabíamos muito bem onde queríamos chegar, então, por mais cansativo que fosse, cada treino era comemorado. Ali superamos cada passo!

 

JCV - Qual foi o momento mais marcante durante o percurso?

Vitória - O momento mais marcante para mim foi o funil, faltando 2 km para finalizar a prova. Sentir as pessoas torcendo por ti, te incentivando e escutando: “Parabéns, Vitória, tu venceu e é maratonista!”. Isso nos enche de orgulho e emoção! O esporte te cura, te tira da depressão, da obesidade, do luto, dos dias confusos, das aflições! Ele te devolve liberdade, te torna capaz, te devolve uma vida saudável, te faz sonhar e mostra que nada é impossível para o tamanho da fé que tu trabalha dentro de ti!

 

JCV - Qual foi o primeiro sentimento ao cruzar a linha de chegada?

Vitória - Gratidão, orgulho e alívio!

 

JCV - Se pudesse voltar ao dia em que começou a correr, o que diria para aquela versão de você mesma?

Vitória - Nada nesta vida é impossível, acredite em ti, Vitória! É só o começo da tua história. Mas, claro, esses 42 km só foram possíveis com o apoio da minha dupla de treino, a Márcia, com quem dividimos muitos sentimentos durante nossos treinos; ao nosso professor, que nos preparou para isso acontecer da melhor forma; e ao nosso CT Start, que nos deu suporte! Além de nossos amigos e familiares.

 

Márcia Soares, 34 anos - Dois anos de corrida

JCV - Como surgiu a corrida na sua vida? E o que motivou você a começar a correr?

Márcia - Surgiu quando decidi mudar meus hábitos. Eu já tentava correr com meu namorado, mas acabava desistindo por não conseguir.

E, um dia, a convite da Vitória, fui tentar correr novamente e, daí em diante, não parei mais. E foi correndo que comecei a amenizar o luto pela morte da minha mãe. Me ajudou e ajuda muito a me distrair, pensar nela sem dor e entender as fases da vida.

 

JCV - Quando começou, imaginava que um dia estaria participando de provas longas?

Márcia - Jamais! Nunca me imaginei correndo, pois tinha muita dificuldade em correr. A primeira vez que corri, fazia apenas alguns metros e parava por não aguentar. Quando fiz meus primeiros 10 km, chorei muito, pois nunca tinha imaginado que conseguiria.

 

JCV - Em algum momento você pensou em desistir?

Márcia - Muitas vezes. Pois é difícil! Vinham as dores, frustrações e comparações, e, com o tempo, amadureci e aprendi muito com isso. Um dia, cheguei de um treino jurando que não iria mais correr, pois foi um dia ruim. Passaram-se dois dias e eu estava correndo novamente. Aí entendi que a corrida já era parte de mim.

 

JCV - O que mudou na sua vida desde que começou a correr?

Márcia - Qualidade de vida. Pois ganhei resistência, força, reconheci meu corpo, aprendi a escutá-lo, emagreci 14 quilos e, automaticamente, veio a mudança de hábitos alimentares. Criei uma rotina mais saudável. Qualidade mental. Amadureci, cresci. É correndo que resolvo minha vida. Tenho ideias, planejo minhas aulas correndo e depois só coloco no papel. Nos dias em que quero me desligar, só coloco uma música e não penso em nada, escuto a natureza e aprendi a observar o que está em volta de mim.

 

JCV - Qual conselho daria para quem tem vontade de começar a correr, mas ainda não teve coragem de dar o primeiro passo?

Márcia - Comece! Não espere o dia perfeito. Não espere o amanhã. Tudo é processo, não se compare, um passo de cada vez. Corrida é persistência.

 

JCV -  Como foi participar da 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre, um evento que reuniu mais de 10 mil atletas?

Márcia - Foi emoção! A realização de um sonho desde que comecei a correr. Ano passado, corri meus primeiros 21 km nessa mesma maratona. Um ano depois, eu estava lá de novo, mas para me tornar maratonista. Vi tantas histórias, tanta motivação, todo mundo se apoiando! Foi lindo.

 

JCV - Como foi a rotina de treinos para chegar preparada a uma competição desse porte?

Márcia - Foram nove meses de uma rotina intensa quando decidi me desafiar. Faço assessoria com o professor Leonardo Irion há cerca de um ano e meio. São três treinos semanais, além dos treinos de fortalecimento. Tinha semana em que eu treinava seis dias. Aos poucos, a quilometragem ia aumentando no chamado “longão”. Muitos domingos acordei às 4 da manhã para treinar. Deixei muitas vezes de sair porque tinha treino no outro dia. Para se chegar a um objetivo, é necessário ter a mente alinhada, disciplina, foco e persistência, assim como em tudo na vida.

 

JCV - Qual foi o momento mais marcante durante o percurso?

Márcia - Na saída, parecia que eu estava sonhando. Eu ainda não acreditava que estava ali, uma sensação de felicidade com um pouco de medo. E, no meio do percurso, passou uma senhora, acredito que moradora de Porto Alegre, que estava passeando com o cachorro e disse: “Vocês são guerreiras e fortes... Levem isso para a vida de vocês”. E, na chegada, aquele corredor de pessoas que nunca me viram na vida batendo na minha mão, chamando meu nome e dizendo que eu era maratonista, comemorando comigo, me parabenizando. Não aguentei e passei a linha de chegada em lágrimas.

 

JCV - Qual foi o primeiro sentimento ao cruzar a linha de chegada?

Márcia - Um mix de sentimentos: alívio, felicidade... Essa linha de chegada só me fez confirmar o quanto somos capazes de realizar tudo. Nada é impossível. Tenho certeza de que todo mundo que passou por aquela linha de chegada se tornou uma pessoa melhor.

 

JCV - Se pudesse voltar ao dia em que começou a correr, o que diria para aquela versão de você mesma?

Márcia - Não se compare, curta o processo com leveza, não se cobre! Não é fácil, mas jamais pense em desistir!

 

Kelli Cristina Weise Cancian, 34 anos - Iniciou na corrida em agosto de 2024

JCV - Como surgiu a corrida na sua vida? E o que motivou você a começar a correr? 

Kelli - O interesse em iniciar na corrida surgiu após uma caminhada com minha mãe no interior de Agudo em agosto de 2024.

 

JCV - Quando começou, imaginava que um dia estaria participando de provas longas?

Kelli - Sim, logo que iniciei sempre tinha uma meta e objetivo de quilometragem que eu gostaria de alcançar.

 

JCV - Em algum momento você pensou em desistir? 

Kelli - Não. Nos treinos de corrida já passei por vários altos e baixos relacionado a sentimentos, mas nunca me passou em parar e desistir.

 

JCV -  O que mudou na sua vida desde que começou a correr? 

Kelli - Sou mais disciplinada e mais encorajada perante aos desafios da vida no dia-a-dia. 

 

JCV - Qual conselho daria para quem tem vontade de começar a correr, mas ainda não teve coragem de dar o primeiro passo? 

 

Kelli -Inicie e se desfie. Você não imagina do que és capaz.

 

JCV -  Como foi participar da 41ª Maratona Internacional de Porto Alegre? 

Kelli - Foi um misto de sentimentos. Uma prova espetacular do início ao fim.

 

JCV - Como foi a rotina de treinos para chegar preparada a uma competição desse porte? Kelli -Treino corrida 4x na semana, musculação 3x na semana e exercícios de mobilidade corporal 1x na semana. Além do cuidado com a alimentação.

 

JCV - Qual foi o momento mais marcante durante o percurso? 

Kelli - Os últimos dois quilômetros. Pois o corpo estava já quase sem força, porém a torcida gritava lhe dando essa força para poder finalizar o percurso.

 

JCV - Qual foi o primeiro sentimento ao cruzar a linha de chegada? 

Kelli - Gratidão a Deus, por ter conseguido finalizar a prova.

 

JCV - Se pudesse voltar ao dia em que começou a correr, o que diria para aquela versão de você mesma?

Kelli - Confia, você vai desbravar muita força que nem imagina que tens.

 

Programação


Rádio São Roque La Sorella FM
06:00 - Bom dia Região
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06:00 - Bom dia Região
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08:10 - A Região é Notícia
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10:00 - Comunicação Total
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11:45 - Informativo Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
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12:20 - Frequência Esportiva
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12:30 - Mensageiro Amigo
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12:35 - Jornal do Meio Dia
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13:00 - Passando à Limpo
13:00 - O Mundo em Primeira Mão
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14:10 - No Ponto
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14:10 - No Ponto
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15:10 - Tarde de Sucessos
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17:10 - Décima Sétima Hora
17:10 - Décima Sétima Hora
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18:00 - Sertão em Festa
18:00 - Sertão em Festa
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18:00 - Sertão em Festa

Abrangência da audiência

Veja a lista de cidades que nossa cobertura de sinal atinge:

Agudo; Alto Alegre; Arroio do Tigre; Boa Vista do Incra; Caçapava do Sul; Cacequi; Cachoeira do Sul; Campos Borges; Candelária; Cerro Branco; Cruz Alta; Dilermando de Aguiar; Dona Francisca; Encruzilhada do Sul; Espumoso; Estância velha; Faxinal do Soturno; Formigueiro; Fortaleza dos Valos; Ibarama; Itaara; Ivorá; Jacuizinho; Jaguari; Jari; Jóia; Júlio de Castilhos; Lagoa Bonita do Sul; Lagoão; Mata; Nova Palma; Novo Cabrais ; Paraíso do Sul; Passa Sete; Passa Sete; Pinhal Grande; Quevedos; Quinze de Novembro; Restinga Seca; Rosário do Sul; Salto do Jacuí; Santa Margarida do Sul; Santa Maria; Santana da Boa Vista; São Gabriel; São João do Polêsine; São Martinho da Serra; São Pedro do Sul; São Sepé; São Vicente do Sul; Segredo; Silveira Martins; Sobradinho; Toropi; Tunas; Tupanciretã; Vila Nova do Sul;

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cidades alcançadas

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