Faxinal do Soturno - RS, 97220-000, Brazil

Rede Jauru - Rádio São Roque - La Sorella FM - Jornal Cidades do Vale

Destaques da Semana


Faxinal Do Soturno

"Continuo com a mesma gana de quando comecei", diz Joca Martins 

Cantor fala sobre os 40 anos de carreira, a infância, a família, os desafios e os sonhos que ainda pretende realizar

Em outubro deste ano, João Luiz Nolte Martins, o Joca Martins, completa 40 anos de carreira. Natural de Pelotas, o cantor é considerado um dos principais nomes da música gaúcha e, ao longo de quatro décadas, construiu uma trajetória marcada por festivais, discos premiados, reconhecimento nacional e internacional e uma forte ligação com a cultura do Rio Grande do Sul.

Hoje, Joca vive em Faxinal do Soturno ao lado da esposa, a cantora e empresária Juliana Spanevello, e das filhas Maria Laura, de 13 anos, e Maria Cecília, de 7. Entre um chimarrão e outro, recebeu a reportagem da Rede Jauru para relembrar a caminhada que começou ainda na infância.

O primeiro contato com a música veio dentro de casa. O avô, que tocava gaita, despertou o interesse do pequeno Joca. Pouco tempo depois, aos seis anos, um desenho reforçou ainda mais essa ligação. "O contato com a música começou cedo, inspirado pelo meu avô, que tocava gaita. Outro ponto marcante foi quando participei, na escola, de uma atividade chamada Iniciação Musical, com a professora Nara Duval. Eu tinha seis anos e ali comecei a ter o primeiro contato direto com a música. A gente fazia apresentações com músicas infantis. Sempre digo que isso nasceu em mim, porque outra lembrança muito forte foi quando eu estava desenhando em casa. Fiz um gato com um violão e escrevi, como se ele estivesse cantando: 'É por isso que canto amor'. Acho que esses três momentos foram marcantes para eu entender, hoje, por que segui a carreira musical."

Na adolescência, a música já ocupava boa parte da rotina. Durante o ensino médio, o violão muitas vezes falava mais alto do que a sala de aula. "Não é um bom exemplo, mas às vezes a gente espichava o intervalo e ficava no CTG, em volta do fogo, dedilhando, aprendendo. Éramos todos uns guris."

 

Os festivais abriram as primeiras portas
Como aconteceu com grande parte dos artistas da música regional, os festivais foram o caminho natural para ganhar experiência, visibilidade e conquistar espaço.

A estreia aconteceu aos 18 anos, no Festival Charqueada, em Pelotas. A apresentação no auditório do Colégio Gonzaga marcou o início de uma sequência de participações em eventos espalhados pelo Rio Grande do Sul, período em que o rádio era o principal elo entre os artistas e o público.

Enquanto a carreira dava os primeiros passos, Joca contou com um incentivo decisivo dentro de casa. "Eles topavam tudo, me apoiavam em tudo, era incrível. Até hoje é assim. Sei que muitos pais têm receio quando os filhos querem seguir uma carreira artística. Acho que eu também teria se minhas filhas me dissessem isso. Mas meus pais estiveram comigo desde o início. Esses momentos da infância, o apoio deles e o gosto que sempre tive pelas coisas do campo foram fundamentais para eu acreditar que podia viver da música."

 

A escolha entre o canto lírico e a música gaúcha
Antes de ingressar na faculdade de Música, Joca precisou passar por um teste de aptidão. Para isso, iniciou aulas de teoria musical e acabou descobrindo um novo universo. "Precisava aprender a ler as notas musicais, então fui fazer um curso. Foi ali que também tive contato com o canto lírico. Na época nem me dei conta da importância disso, mas depois, na faculdade, percebi que tinha condições técnicas para seguir nesse caminho."

Apesar da afinidade, a realidade do mercado fez com que precisasse escolher. "Eu gostava do canto lírico, me dava bem, mas fui percebendo que era uma área muito restrita. Em Curitiba conversei com pessoas de várias partes do país e entendi que, para viver disso, praticamente teria que seguir no canto coral ou morar fora do Brasil, onde esse estilo é mais valorizado. Então voltei para aquilo que sempre esteve comigo: a tradição gaúcha. Foi ali que decidi qual seria o meu caminho."

 

O primeiro disco mudou tudo
A gravação do primeiro álbum, em 1995, representou o início da carreira profissional. 

Foi naquele momento que Joca percebeu que a música deixava de ser apenas um sonho para se transformar definitivamente em profissão. Na época, gravar um CD exigia convencer gravadoras, enfrentar um longo processo de produção e, depois de pronto, percorrer rádios e veículos de comunicação para apresentar o trabalho ao público.

 

A cavalgada que transformou sua carreira
Se existe um momento capaz de dividir a carreira de Joca Martins entre antes e depois, ele aconteceu em 2002. Determinado a romper a dificuldade enfrentada por artistas do interior para conquistar espaço na Capital, ele decidiu transformar um sonho em realidade.

"Na vida eu sempre fui muito a fundo. Nunca gostei de fazer as coisas por fazer. Sempre achei que tudo precisava ter um conceito e um contexto. Em 2002 sonhei que levava meu disco para Porto Alegre a cavalo para divulgar o trabalho. E fiz exatamente isso. Saí de Pelotas e fui até Porto Alegre. A mídia da Capital se interessou. Zero Hora, as rádios do Grupo RBS, a Rádio Rural, onde eu fazia boletins diários durante a viagem. Foi ali que eu consegui furar essa bolha e fiquei conhecido de verdade."

 

Discos de ouro e músicas que atravessam gerações
A estratégia de escolher temas ligados ao cotidiano do homem do campo também contribuiu para consolidar sua carreira. Em 2003 lançou Clássicos da Terra Gaúcha, álbum que conquistou Disco de Ouro e reúne algumas das músicas mais executadas até hoje. No ano seguinte veio Cavalo Crioulo, outro grande sucesso que também recebeu Disco de Ouro. "As músicas sempre eram pensadas na rotina das pessoas e no motivo que faria alguém querer ouvi-las. Naquela época, conquistar um Disco de Ouro tinha um significado muito grande porque era baseado na venda de CDs. Depois vieram o MP3, mais tarde, as plataformas digitais, que mudaram completamente o mercado."

Segundo o cantor, a forma de consumir música mudou radicalmente nas últimas décadas. "Hoje a gente grava uma música e ela pode ser ouvida em qualquer lugar do mundo no mesmo instante. Antigamente dependíamos do CD físico e da força das rádios. Os primeiros shows eram sempre perto de Pelotas, porque era onde o trabalho chegava."

 

Faxinal do Soturno virou lar

A mudança para Faxinal do Soturno aconteceu após o relacionamento com Juliana Spanevello. "No começo ainda fazíamos essa ponte aérea entre Pelotas e Faxinal. Depois, por uma questão afetiva e também pela logística, resolvi morar aqui. Estar no centro do Estado facilita muito, porque praticamente qualquer lugar fica a cerca de 300 quilômetros."

 

Quatro décadas de música

Ao longo da carreira, Joca Martins gravou 22 discos, quatro DVDs, conquistou dois Discos de Ouro e lançou dezenas de músicas nas plataformas digitais.

Também acumulou importantes reconhecimentos, como o Troféu Guri, do Grupo RBS (2017), o Prêmio Vitor Mateus Teixeira – Teixeirinha de Melhor Cantor (2005), o Prêmio Açorianos de Melhor Intérprete (2012), além do título de Cidadão Emérito de Pelotas, recebido em 2024.

Levou sua música para Argentina, Uruguai, Paraguai e também aos Estados Unidos, onde se apresentou em 2018 e 2024 durante o encontro da Federação Americana de Tradicionalismo, em Orlando.

Entre os principais sucessos da carreira estão Domingueiro, Se Houver Cavalo Crioulo, Barulho de Campo, Corcoveando e Recuerdos da 28.

 

Novidades para celebrar os 40 anos

Para marcar as quatro décadas de carreira, Joca prepara uma série de ações especiais. A principal delas é o lançamento de uma música por mês. A primeira já chegou às plataformas: uma nova versão de Recuerdos da 28.

Outra homenagem deve repetir um dos momentos mais emblemáticos de sua trajetória. Em novembro desde ano, o cantor pretende refazer a cavalgada entre Pelotas e Porto Alegre, revivendo a viagem que impulsionou sua carreira em 2002.

"O sentimento é de muita alegria. Amadureci, mas continuo com a mesma vontade e a mesma gana de quando comecei. Acho que sempre dá para evoluir, buscar mais. Quero continuar valorizando a tradição, realizar projetos novos e espero ter saúde para seguir fazendo aquilo de que sempre gostei. Tenho me cuidado mais nos últimos tempos justamente para continuar na estrada. Dividir o palco com grandes artistas, Renato Borghetti, Gaúcho da Fronteira por exemplo, me faz entender que eu cheguei lá e isso não tem preço, tem valor".

 


Região

 Nova sinalização altera preferência na rótula de acesso à Dona Francisca

  A ERS-348, no trecho entre Dona Fran­cisca e Faxi­nal do Sotur­no, passou por uma ampla remodelação, com diver­sas melhorias na infraes­trutura da rodovia. Entre as intervenções realizadas estão a ampliação da capa­cidade de drenagem, com a construção de galerias e bueiros, além da limpeza completa do sistema de drenagem, incluindo vale­tas e dispositivos existen­tes. Também foi realizado o recapeamento asfáltico em todo o segmento.

Com as intervenções realizadas na rodovia, uma mudança importante pas­sou a exigir atenção dos motoristas: a sinalização na rótula de acesso ao mu­nicípio de Dona Francisca.

Anteriormente, os ve­ículos que trafegavam no sentido Agudo/Faxinal do Soturno tinham preferên­cia no local. Com a nova sinalização implantada, os condutores que seguem nesse sentido agora preci­sam realizar a parada obri­gatória, conforme indica­do pela placa de “Pare”. A alteração também vale para quem trafega no sen­tido contrário, de Faxinal do Soturno em direção a Agudo, onde a parada também passou a ser obri­gatória.

A mudança tem gera­do dúvidas entre motoris­tas que utilizam o trecho diariamente. A reporta­gem do Jornal Cidades do Vale entrou em contato com o Departamento Au­tônomo de Estradas de Rodagem (Daer), que in­formou que a nova sina­lização foi implantada de acordo com as normas vi­gentes de trânsito.

São João do Polêsine

O olhar de quem acompanhou cada passo da trajetória de Jaque Milanesi

O Jornal Cidades do Vale inicia, nesta edição, uma série denominada “As mães dos prefeitos”. A proposta é apresentar um lado pouco visto dos gestores municipais da região

Por trás de cada prefeito ou prefeita existe uma história que começou muito antes da política. Existe uma família, uma infância repleta de sonhos, desafios e aprendizados. E existe alguém que acompanhou tudo isso de perto: a mãe.

Na série especial “Mães de Prefeitos”, o Jornal Cidades do Vale apresenta um lado pouco visto dos gestores municipais da região. Através do olhar materno, a proposta é revelar como eles eram na infância, quais eram seus sonhos, como surgiu o interesse pela vida pública e as emoções vividas durante as campanhas e eleições.

Nesta primeira edição, a trajetória da prefeita de São João do Polêsine, Jaque Milanesi, é contada pelas lembranças da mãe, Dilesia Schmidt, 70 anos, moradora de Pinhalzinho (SC). A conversa aconteceu por chamada de vídeo. Jaque é mãe de três filhos: José, 20 anos, Maria Clara, 18, e João Arthur, 14.

 

Ela já nasceu com espírito de liderança

Ao lembrar da infância da filha, Dilesia se emociona e detalha como a personalidade de Jaque já se destacava desde cedo. “Ela era uma criança muito esperta, muito observadora. Não era daquelas que ficam só quietinhas no canto. Ela participava de tudo, queria entender tudo, queria organizar tudo. E desde pequena já tinha esse jeito de liderança”, relata.

Segundo ela, esse comportamento aparecia tanto na escola quanto nas brincadeiras. “Na escola, as professoras sempre diziam que ela era muito aplicada, muito dedicada. As notas eram sempre muito boas. Não tinha dificuldade, sabe? Era uma menina que aprendia com facilidade e tinha muita vontade de fazer as coisas direito.”

Dilesia lembra ainda que Jaque naturalmente assumia papéis de liderança entre os colegas. “Se tinha trabalho em grupo, ela já estava à frente. Se tinha alguma atividade na igreja, ela também se envolvia e acabava liderando. Ela não precisava que ninguém mandasse, ela já organizava as coisas.”

Entre risos, a mãe recorda uma das histórias mais marcantes da infância. “Teve uma festa junina na escola que ela simplesmente pegou o meu vestido de casamento e o terno do pai dela. Era nossa lembrança de casamento. Ela disse que precisava de figurino para a apresentação. E levou mesmo! Depois a gente descobriu que era ela que tinha organizado tudo lá. Ela sempre foi assim, de criar, de inventar, de liderar.”

 

A saída de casa e o coração de mãe

A mudança de Jaque para estudar fora foi um dos momentos mais difíceis para a família. “Ah, isso para mãe é muito forte. É como ver o passarinho saindo do ninho. Ela sempre foi muito presente aqui em casa, então a gente sentiu muito. Eu senti bastante mesmo”, conta Dilesia.

Mas, segundo ela, havia também o entendimento de que esse era o caminho da filha. “A gente sabe que filho tem que crescer, tem que ir atrás da vida. Então a gente sofre, mas deixa ir. Não tem outro jeito.”

A própria Jaque reconhece o papel decisivo da mãe naquele momento. “Eu saí de casa muito nova, com 16 anos, para estudar. E havia receio da família, principalmente do meu pai. Mas a minha mãe foi quem disse: ‘vai, confia nela, ela vai dar conta’. Isso me marcou muito, porque ela sempre acreditou em mim”, relata a prefeita.

 

A surpresa com a decisão política

Quando Jaque anunciou que seria candidata, Dilesia confessa que a notícia veio acompanhada de surpresa e preocupação. “Eu lembro que parei, sentei e pensei: ‘meu Deus, será mesmo?’. Eu perguntei para ela se tinha certeza, porque política não é fácil. A gente sabe que tem muita cobrança, muita crítica, e às vezes pouco reconhecimento do que é feito de bom.”

O receio, segundo ela, não era pela capacidade da filha, mas pela exposição. “Eu sabia que ela ia dar conta, porque ela é muito capaz. O meu medo era mais da forma como as pessoas lidam com a política. Às vezes fazem uma coisa muito boa, mas qualquer detalhe vira uma grande coisa. E o que é bom, muitas vezes, passa despercebido.”

Mesmo assim, o apoio veio rapidamente. “Depois eu disse para ela: se é isso que você quer, vai. Eu vou te apoiar. Porque eu sei quem você é, sei da tua capacidade e sei que tu vai fazer um bom trabalho.”

 

A vitória e a emoção à distância

O dia da eleição ficou marcado pela emoção, mesmo à distância. “Eu queria muito estar ai em Polêsine, abraçar ela naquele momento. Mas não deu. Então eu acompanhei tudo daqui de Pinhalzinho”, lembra Dilesia.

A notícia da vitória chegou por ligações e mensagens. “Ela nem conseguiu me ligar na hora. Foram outras pessoas que ligaram contando. E ali começou uma festa aqui também. Foi uma emoção muito grande. Eu chorei, chorei mesmo. De alegria, de orgulho, de tudo junto.”

 

Orgulho e defesa incondicional

Mesmo distante, Dilesia acompanha a rotina da filha e não esconde o orgulho. “Eu sempre defendo ela. Quando alguém fala alguma coisa, eu digo: vocês não conhecem o trabalho que ela está fazendo. Ela está se dedicando muito, está fazendo um trabalho sério, com responsabilidade.”

Para ela, a trajetória da filha é motivo de orgulho constante. “Ela sempre foi assim. Desde pequena. Muito dedicada, muito correta, muito firme no que faz.”

 

Jaqueline ou Jaque?

Questionada sobre a forma como a região passou a se referir à filha, dona Dilesia ressalta que prefere o nome completo. “Pois então, eu costumo chamar de Jaqueline, porque eu batizei ela como Jaqueline. Sempre digo que esse é o nome dela. Às vezes o pessoal chama de Jaque, para encurtar, mas para mim ela é Jaqueline”, explica a mãe.

Segundo ela, a escolha do nome teve influência de referências que surgiram na época. “O nome veio porque uma senhora nos apresentou esse nome em uma lista. Era um nome que eu achei bonito, de origem estrangeira, e que me chamou atenção. Diziam que era o nome de uma mulher importante lá fora. Então acabamos escolhendo Jaqueline”, relembra.

 

Distância, saudade e afeto

A distância de cerca de 430 quilômetros entre Pinhalzinho (SC) e São João do Polêsine (RS) é um dos maiores desafios da relação. “É longe, né? E a gente sente. Mãe sente. Às vezes passa muito tempo sem ver. Eu acompanho mais pelas redes sociais, pelas notícias. Mas o coração fica apertado.”

Ainda assim, os encontros são marcados por emoção. “Quando a gente consegue se ver, é sempre muito bom. Eu fui no aniversário dela recentemente, fiquei com ela. Mas não é como a gente gostaria, né? A vida vai separando um pouco”, destacou Jaque. 

 

Uma mensagem de mãe

Ao final da conversa, Dilesia deixa uma mensagem carregada de emoção para a filha:. “Filha, eu te desejo tudo de bom. Que tu continue sendo essa pessoa firme, dedicada, que pensa no bem das pessoas. Eu tenho muito orgulho de ti. Muito mesmo. E mesmo de longe, eu estou sempre contigo, torcendo, rezando e acompanhando tudo. “Que esse mandato seja de muito sucesso, de muito trabalho e de muita luz. A mãe sempre vai estar aqui, mesmo longe.”

Em resposta, Jaque fez questão de reconhecer a importância da mãe em sua trajetória. "Ninguém constrói a própria história sozinho. Minha mãe sempre esteve ao meu lado nas decisões mais importantes da minha vida. Quando precisei sair de casa para estudar, foi ela quem acreditou em mim e me incentivou a seguir em frente. Muito do que sou hoje devo aos ensinamentos que recebi dela."

 


Agudo

O poder das suculentas: de terapia pessoal a empreendimento familiar

Vandressa Brum de Pádua e o esposo, Márcio Arno Graebner, cultivam mais de 300 espécies de suculentas

A reportagem do Jornal Cidades do Vale esteve nesta semana no Recanto das Suculentas, propriedade de Vandressa Brum de Pádua e do esposo, Márcio Arno Graebner, localizada na comunidade de Canto Paraná, interior de Agudo. No espaço, o casal cultiva mais de 300 espécies de suculentas.

Vandressa conta que tudo começou em 2024, em um momento delicado de sua vida. “Eu passei por um período difícil, com crises de ansiedade e síndrome do pânico. Pesquisando na internet, vi relatos de pessoas que encontraram no cuidado com as suculentas uma forma de amenizar essas situações. Então comecei. Muitas eu ganhei e depois passei a comprar. Também buscava informações sobre cultivo e, aos poucos, tudo foi se desenvolvendo até chegarmos ao que temos hoje, esse espaço lindo que me faz tão bem”, relatou.

Com dedicação e carinho, Vandressa amplia constantemente o cultivo das plantas. “Eu gosto muito. Compramos as matrizes e depois faço a reprodução. A manutenção é diária. É preciso estar sempre atento, pois às vezes aparecem fungos, há folhas secas para retirar, sempre existe algo para fazer. Esse tempo que passo junto delas é especial para mim. As suculentas são muito importantes na minha vida”, destacou.

O que começou por uma necessidade relacionada à saúde transformou-se em hobby e, atualmente, também contribui para a renda da família. “O intuito no começo não era esse, mas fomos evoluindo e agora estamos comercializando. Tem dado muito certo. Como estamos próximos ao asfalto, as pessoas nos procuram com frequência. Recebemos visitantes de toda a região. Fico feliz porque são pessoas que também gostam de suculentas”, afirmou.

Entre os espaços do Recanto das Suculentas, um dos que mais chama a atenção é a área destinada às espécies de coleção. “Essas são especiais, assim como as outras, mas aqui as pessoas conseguem ver a diversidade de tamanhos e cores. Geralmente é o lugar que mais encanta os visitantes. Também temos as suculentas plantadas em pneus. Vi essa ideia na internet e resolvemos fazer aqui. Ficou muito bonito e muitas pessoas dizem nunca ter visto algo parecido na região”, comentou. Entre as espécies favoritas de Vandressa estão as gibifloras gigantes.

Ao final da reportagem, Vandressa fez questão de presentear o proprietário da Rede Jauru, Roberto Cervo, o Melão, com duas suculentas. “Ana Alice, leva essas duas para o Melão como forma de gratidão pelo espaço que está me dando. Sou muito grata. As suculentas mudaram a minha vida e ver as pessoas valorizando isso me deixa muito feliz”, disse.

Vandressa também destaca que o casal pretende ampliar o espaço nos próximos meses. “Vamos cultivando mais plantas e ajustando aos poucos o lugar para receber melhor as pessoas”, concluiu.

 

Sobre as suculentas

As suculentas formam um grupo de plantas adaptadas a ambientes com pouca disponibilidade de água. Sua principal característica é a capacidade de armazenar água em folhas, caules ou raízes, o que lhes confere resistência e facilita o cultivo. Encontradas em diferentes regiões do mundo, elas apresentam grande diversidade de espécies, com formatos, texturas e cores variadas. Além do valor ornamental, as suculentas conquistaram espaço entre colecionadores e amantes da jardinagem por exigirem poucos cuidados e se adaptarem facilmente a diferentes ambientes, desde jardins e canteiros até vasos utilizados na decoração de residências e empresas. Nos últimos anos, a procura por essas plantas cresceu significativamente, impulsionando a formação de coleções e pequenos empreendimentos voltados à sua produção e comercialização.

 


Faxinal Do Soturno

Gesto de honestidade resulta na devolução de dinheiro perdido

Uma atitude de honestidade registrada nesta semana resultou na devolução de R$ 602,00 encontrados em via pública em Faxinal do Soturno. O valor foi localizado pelo motorista da Secretaria Municipal de Saúde de Restinga Sêca, Everaldo de Castro, que decidiu buscar o proprietário e devolver a quantia.

Ao encontrar o dinheiro, Everaldo procurou a Rádio São Roque para divulgar o caso e ampliar as chances de localizar quem havia perdido o valor. A iniciativa teve resultado. Após a divulgação, o proprietário procurou a emissora, comprovou ser o dono da quantia e recebeu o dinheiro de volta. O homem é conhecido como ‘Loro’ é uma figura bastante conhecida no município. Em entrevista à reportagem, ele não escondeu a emoção ao relembrar o momento em que soube que o valor havia sido encontrado. “Fiquei muito feliz e surpreso quando soube que alguém havia encontrado o dinheiro e se preocupado em devolver. Quero agradecer de coração ao Everaldo pelo gesto de honestidade e pela preocupação em encontrar o dono. Atitudes assim renovam a nossa confiança nas pessoas”, afirmou.

Segundo ele, a quantia faria falta no orçamento. Parte do dinheiro seria utilizada para visitar uma filha que reside em São Gabriel, além de auxiliar em outras despesas.

O gerente da Rede Jauru, Zenóbio Osmari, que recebeu o dinheiro e intermediou a entrega ao proprietário, destacou a importância do gesto e relatou a emoção vivida no momento da devolução. “Recebemos o Everaldo na emissora com a preocupação genuína de encontrar o dono daquele dinheiro. Ele poderia simplesmente ter seguido seu caminho, mas fez questão de procurar a rádio para tentar devolver o valor. Isso demonstra caráter e honestidade”, ressaltou.

Zenóbio também contou que a entrega foi marcada pela emoção. “Quando o Loro recebeu o dinheiro de volta, ficou bastante emocionado. Ele chegou a derramar lágrimas e comentou que já não tinha mais esperança de recuperar aquele valor. Foi um momento que nos marcou e mostrou que atitudes simples ainda fazem a diferença”, relatou.

Para Zenóbio, o episódio serve como exemplo para toda a comunidade. “Não se trata apenas dos R$ 602,00. O que realmente chama a atenção é a atitude. Em um momento em que muitas pessoas reclamam da falta de honestidade, ver alguém preocupado em devolver um dinheiro encontrado na rua mostra que os bons valores continuam presentes na nossa sociedade”, destacou.

 

Programação


Rádio São Roque La Sorella FM
06:00 - Bom dia Região
06:00 - Bom dia Região
06:00 - Bom dia Região
06:00 - Pampa e Querência
06:00 - Bom dia Região
06:00 - Bom dia Região
08:10 - A Região é Notícia
08:10 - A Região é Notícia
08:10 - A Região é Notícia
08:10 - A Região é Notícia
08:10 - A Região é Notícia
10:00 - Comunicação Total
10:10 - Comunicação Total
10:10 - Comunicação Total
10:10 - Comunicação Total
10:10 - Comunicação Total
11:45 - Informativo Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
11:45 - Informativo de Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
11:45 - Informativos de Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
11:45 - Informativo Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
11:45 - Informativo Prefeituras, Sindicatos e Cooperativas
12:20 - Frequência Esportiva
12:20 - Frequência Esportiva
12:20 - Frequência Esportiva
12:20 - Frequência Esportiva
12:20 - Frequência Esportiva
12:30 - Mensageiro Amigo
12:30 - Mensageiro Amigo
12:30 - Mensageiro Amigo
12:30 - Mensageiro Amigo
12:30 - Mensageiro Amigo
12:35 - Jornal do Meio Dia
12:35 - Jornal do Meio Dia
12:35 - Jornal do Meio Dia
12:35 - Jornal do Meio Dia
12:35 - Jornal do Meio Dia
13:00 - Passando à Limpo
13:00 - O Mundo em Primeira Mão
13:00 - O Mundo em Primeira Mão
13:00 - O Mundo em Primeira Mão
13:00 - Passando à Limpo
14:10 - No Ponto
14:10 - No Ponto
14:10 - No Ponto
14:10 - No Ponto
14:10 - No Ponto
15:10 - Tarde de Sucessos
15:10 - Tarde de Sucessos
15:10 - Tarde de Sucessos
15:10 - Tarde de Sucessos
15:10 - Tarde de Sucessos
17:10 - Décima Sétima Hora
17:10 - Décima Sétima Hora
17:10 - Décima Sétima Hora
17:10 - Décima Sétima Hora
17:10 - Décima Sétima Hora
18:00 - Sertão em Festa
18:00 - Sertão em Festa
18:00 - Sertão em Festa
18:00 - Sertão em Festa
18:00 - Sertão em Festa

Abrangência da audiência

Veja a lista de cidades que nossa cobertura de sinal atinge:

Agudo; Alto Alegre; Arroio do Tigre; Boa Vista do Incra; Caçapava do Sul; Cacequi; Cachoeira do Sul; Campos Borges; Candelária; Cerro Branco; Cruz Alta; Dilermando de Aguiar; Dona Francisca; Encruzilhada do Sul; Espumoso; Estância velha; Faxinal do Soturno; Formigueiro; Fortaleza dos Valos; Ibarama; Itaara; Ivorá; Jacuizinho; Jaguari; Jari; Jóia; Júlio de Castilhos; Lagoa Bonita do Sul; Lagoão; Mata; Nova Palma; Novo Cabrais ; Paraíso do Sul; Passa Sete; Passa Sete; Pinhal Grande; Quevedos; Quinze de Novembro; Restinga Seca; Rosário do Sul; Salto do Jacuí; Santa Margarida do Sul; Santa Maria; Santana da Boa Vista; São Gabriel; São João do Polêsine; São Martinho da Serra; São Pedro do Sul; São Sepé; São Vicente do Sul; Segredo; Silveira Martins; Sobradinho; Toropi; Tunas; Tupanciretã; Vila Nova do Sul;

Abrangência de Audiência

cidades alcançadas

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